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Categorização emocional

Em Design Emocional o professor de ciência cognitiva Donald A. Norman já mostrou o quão o processo de decisão humano está fortemente ligado às emoções. Hoje recebi uma mala direta que me chamou a atenção justamente por trabalhar com elas – a da Época Cosméticos.

A loja está longe de ser uma Amazon (não entre lá pensando em ver uma ordenação de produtos baseada no histórico de toda a sua vida digital), mas empreendeu esforços em uma categorização por cores – simples e altamente emocional.

cor

Não sei se a organização tem sido eficiente, mas confesso que dei uns bons cliques para ver se os perfumes que eu gostava estavam relacionados com as minhas cores favoritas e com a minha personalidade.

Esse tipo de classificação não substitui as tradicionais formas de localizar os produtos (preço, marca, tipo, busca, etc), mas com certeza dá um toque mais humano ao ainda distante comércio eletrônico.

Já estão abertas as inscrições para o Talento Click, concurso que premia a melhor campanha interativa de conscientização ambiental com um estágio aqui na agência. Fique atento ao prazo de inscrições, que termina no próximo dia 6 de novembro.

A diretora de Criação Juliana Constantino conta mais detalhes da premiação no vídeo abaixo:

Aqui na Click alguns arquitetos estão usando mensagens subliminares para persuadir melhor os designers. Como funciona? No texto de marcação dos protótipos são inseridas notas de boas práticas de design e de usabilidade:

At vero eos et accusamus et iusto use fontes maiores qui blanditiis praesentium voluptatum deleniti atque corrupti o conteúdo é mais importante que o design excepturi sint occaecati a cor de fundo deve ter um bom contraste com a cor da fonte cupiditate non provident, similique sunt in culpa Quer mudar? Consulte um arquiteto. Qui officia deserunt mollitia animi, IA Rocks! Id est laborum et dolorum fuga.

Não sei se a medida está surtindo efeito, mas com certeza está rendendo boas risadas.

A organização do Ebai já disponibilizou as palestras desta última edição, realizada nos dias 17 e 18 de outubro, para download. Não sabe por onde começar? Eu destaco aqui as minhas 3 favoritas (olha que foi difícil fazer essa seleção):

Implicações da inteligência ambiental para a arquitetura de informação e o design de interação
Mauro Pinheiro

Avanços nas Pesquisas e Design Centrados no Usuário
Philip Rhodes (Fhios)

Workshop sobre a biblioteca de padrões do Yahoo!
Lucas Pettinati (Yahoo!)

Monkey business

Ontem rolou aqui na Click uma sessão exclusiva com Philip Rhodes, diretor de Customer Experience Research & Design da fhios. Ele repetiu parte da palestra realizada no Ebai e nos trouxe uma discussão interessante sobre uma arquitetura de informação mais estratégica, onde os wireframes são apenas uma entrega formal dentro do processo de design centrado no usuário. Philip apelidou a etapa de prototipação de “monkey business”, ou seja, aquele trabalhinho braçal que qualquer um pode fazer com o mínimo de treinamento.


Essa foi inclusive uma discussão bem interessante no final do Ebai. O consultor de usabilidade Gil Barros, da Try,  e a arquiteta Iris Coldibelli, da McCann, apontaram este como um dos caminhos para que os profissionais da categoria realmente sejam relevantes para um projeto e até mesmo melhor remunerados.

O site do novo Voyage é um wireframe.

O Ebai é internacional

Cerca de 20% das palestras apresentadas por “estrangeiros” são mais do que suficientes para caracterizar o Ebai como um evento internacional. O inglês Philip Rhodes (Phios), o já americano Lucas Pettinati (Yahoo!) e o português Paulo Jorge da Cunha (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto) não só trouxeram palestras interessantes como também nos divertiram muito neste Ebai com seus sotaques e pequenos erros de tradução.

Da esquerda para a direita, Philip, Paulo e Lucas

Lucas já abriu sua palestra justificando porque não se arriscaria a fazê-la em português: em jantar com os amigos disse que gostava da comida brasileira porque ela não continha muitos “preservativos”, ao invés de conservantes. rs

O simpático Philip abrasileirou alguns verbos, como engagement, que sempre lhe escapava a tradução. “Sempre que eu disser engagement vocês já saber o que é”.

E Paulo Jorge nos mostrou como seria se tivéssemos seguido melhor a língua de nossos colonizadores – “telemóvel” ao invés de “celular”, “a cá” ao invés de “aqui”.

Confesso que só queria mesmo testar o novo sistema de enquetes do WordPress :oP

Só mais 15 minutos?

Em um evento como o Ebai o tempo muitas vezes é um inimigo. Eu ainda nem tinha passado a bola para o Fabricio quando o Guilhermo levantou a plaquinha avisando que só restavam 15 minutos para terminar a apresentação. Como assim?

Quando a gente desce do palco tem a sensação de que ficou faltando algo, de que podia ter sido melhor. Em um case como o da ESPN tem tanta coisa para ser contada que o processo de edição acaba eliminando até mesmo o essencial.

Espero que a missão tenha sido cumprida. A apresentação, já publicada aqui, está disponível no Slideshare.

Mercado aquecido

Quem estava procurando emprego com certeza teve uma ótima oportunidade no Ebai. Algumas empresas aproveitaram o espaço para anunciar vagas e até mesmo recrutar profissionais, como foi o caso do UOL, que usou brindes e promotoras para atrair candidatos. Eu que fique de olho na minha equipe.

Em casa

Não sei se foram os coffee breaks, os almoços, os happy hours ou ainda os desafios no Guitar Hero; mas tanta interação me trouxe neste 2º Ebai aquela velha e boa sensação de estar em casa. Nos dois dias de palestras vi uma platéia entrosada e interessada em extrair o máximo de lá. Foi como se o evento estivesse em sua 10ª edição (não tenho dúvidas de que ele chega lá). O meu xará Silvio Tanaka fez um registro “profissa” de alguns destes momentos.

Foto clássica, com todos os participantes. O Auditório do Conselho Regional de Química ficou pequeno para os mais de 200 AIs e entusiastas presentes no evento

Desafio de Guitar Hero nos intervalos das palestras

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